Antes de ter você...
Indiretas, conversas, cerejas, mão a mão, olhares, andares, pirraças, risos, tudo na noite que indica...
Depois de ter você,
Um amigo, um olhar, uma fala, uma canção, uma dança.
O primeiro toque, um beijo.
A dança...
Prá que querer saber?
Outro beijo, cinco minutos, um tempo, que horas são?
O quarto, as roupas, o corpo no corpo.
O toque .
Depois de ter você...
A noite, a bebida, a sensação.
O sexo, o sexo, desejo.
É noite, ou faz calor?
No tempo, o tempo o gozo...
Na noite, os corpos, juntos em um só.
No dia, as ruas e suas amendoeiras.
Para que servem?
A distância, a saudade, a distância.
O abraço, o medo, o abraço pode sem medo.
O passar, o dia, a saída, numa dança, a saudade, o telefone.
O telefone, a identificação, a reação, a conversa.
A música que tocava, a música que se falava, a música que se cantava, a música que indicava a mudança para uma nova vida.
Um a noite que se repete do nada, uma noite que se faz do nada, como a noite responde a tudo, sem explicar a tudo.
Na noite, os corpos se fazendo presentes, para numa conversa, uma terceira carta surgir: a carta, o noivo.
Solução, solução, caminhos, tristeza, a terceira carta.
Respostas sem palavras, palavras sem respostas, respostas nas palavras, palavras nas respostas.
Dois passarinhos ou um passarinho? Vivo ou morto ou morte e vida?
Só existe uma resposta, uma resposta para três cartas, uma em duas, duas para uma, uma só há uma.
Os deuses, as dúvidas.
A noite das respostas se repete, e se faz presente e verdadeira nas respostas, entre os corpos que se dão.
Na noite, o sexo, a bebida, a música, o encantamento, o choro, a verdade de sentimento, a terceira carta.
O choro, o consolo, o sexo, na noite de respostas, os corpos se respondem, ás respostas sem palavras, ás palavras sem respostas.
O corpo de resposta e de palavras, sem palavras, e sem respostas.
O entrelaçar dos corpos, a junção dos corpos.
O dia, a diferença, a sensação da não resposta, a sensação da resposta, a junção, o olhar que responde a tudo, explica tudo, sem palavras nas respostas, sem respostas nas palavras.
Um dia, na semana dos dias.
O s atrasos, dos atrasos, os telefonemas, as saídas as desconfianças.
Uma mudança, boa mudança.
Respostas em atitudes.
Do beijo, do olhar, das palavras, das decisões, das afirmações, das atitudes.
Os dias nos dias.
Um corpo só, os corpos juntos, a distância dos corpos na união dos corpos.
Uma amiga, o apresentar, presente de criança, no sorriso a alegria da inocência, duplas atitudes que respondem à tudo.
Como palavras sem respostas e respostas sem palavras, a verdade da noite vai se fazendo presente, uma química surge, já existia antes do nada, não da terceira que do nada nunca existiu nada.
Da noite de respostas, as respostas estão sendo respondidas, em atitudes, em gestos, em sensações.
Das respostas nas noites, só falta as palavras, as palavras que dirão muitas verdades.
As verdades estão guardadas.
A chave dos portões do castelo foi possuída.
O possuidor precisará matar o dragão e salvar a donzela das garras da solidão e viver para sempre um mundo de amor e paixão.
Toda essa história, já foi contada e recontada pelos poetas, escritores, dramaturgos, músicos, e já foi vivida e revivida pelos personagens de suas obras e pelas pessoas da vida real: um casal de apaixonados, vêem-se proibidos de serem felizes , pela promessa a uma terceira pessoa que faz o conflito do relacionamento. Essa terceira pessoa some do jogo, no final de história, e o casal de enamorados vive felizes para sempre,
Essa história está sendo contada e recontada, vivida e revivida, pelos corpos da noite de respostas. O momento que se seguirá nessa história, é o de deixar de fingir, de não ter prá esconder, haja o que houver, é só o de querer ser feliz, sem mal algum gostar assim, é o momento de jogar tudo ao alto e seguir a verdade da noite que vem indicando e afirmando a tudo: que para ser feliz é preciso apenas um simples passo, já que o encantamento químico se tem nessa caso.
Por tudo, na noite das respostas sem palavras e das palavras com respostas.

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